Oh Snap!

Please turnoff your ad blocking mode for viewing your site content

WebYES! Internet of Thoughts

Web2.0 & ICT Blog – Giovani Spagnolo – Porto Alegre – Roma

O que mais sobre Software Livre? – parte 1

Hoje em dia muitos já ouviram falar. Alguns dizem que usam, outros já
viram quem usa e dizem que é bom, e outros ainda nunca viram alguém
usar. Ah sim…, há também aquela minoria que insiste em dizer que
software livre não presta. O que mais precisamos saber sobre Software
Livre?

Pra começar, temos que desmistificar algumas coisas que já ouvimos
falar ou pior, que ainda nos falam por aí. O primeiro e mais importante
destes mitos é “Software Livre é o Linux”. Não. Software livre não é só
o “pingüim”. Antes disso, Linux não é Linux, é GNU/Linux, pois é uma
parte do Projeto GNU, o qual não cabe comentar hoje. Chamamos apenas de
Linux sabe-se lá porquê, mas o certo é GNU/Linux. Assim, após este
breve esclarecimento, temos que saber também que o GNU/Linux é o caso
mais famoso de software livre no mundo e que há muito software livre
por aí para Windows. Isso mesmo, a filosofia de software livre se
aplica a quem usa Windows também, embora o Windows não seja um software
livre. O OpenOffice (www.openoffice.org), por exemplo, é um software
livre que funciona no GNU/Linux e no Windows, basta baixar a versão
correspondente.

Se a sua empresa ainda paga a fortuna que custa uma suíte do MS Office
(Word, Excel, PowerPoint…), deveria experimentar o OpenOffice. Acesse
o site, baixe a versão em português e instale no seu computador. Comece
a utiliza-lo em paralelo com o MS Office e perceba que muitos dos seus
documentos criados nos formatos proprietários da Microsoft (.doc, .xls,
.ppt, etc…) abrem sem problemas no OpenOffice. Navegando na internet
você vai encontrar ainda muitos outros softwares livres que fazem quase
tudo que você precisa no seu escritório ou em casa. Basta saber
procurar.

O segundo mito a ser esclarecido é “Software Livre é software grátis”.
Não podemos entender dessa forma, pois a filosofia de software livre
criou um novo modelo de negócios, não mais baseado em produtos, mas sim
baseado em serviços e relacionamento com o cliente. Uma vez que você
decidir implantar softwares livres em sua empresa, deve analisar custos
com suporte, manutenção, desenvolvimento, configuração e instalação.
Isso não é muito diferente de quando resolvemos implantar as novas
versões de softwares proprietários, não é mesmo? Assim, a palavra
“livre” não deve mais carregar a conotação de gratuidade, mas sim de
liberdade.

E a liberdade da qual se trata quando falamos em software livre deve
ser entendida como a “liberdade de acesso ao conhecimento implícito dos
programas”, ou seja, todo conhecimento embutido em determinado
software, mas que só é acessível a quem entende a linguagem de
programação. Sendo o software “livre”, é permitido não só o acesso a
este conhecimento, mas também modificações e derivações dele.

Essa liberdade, gerada por uma licença chamada GPL (General Public
License), faz com que fiquemos isentos do pagamento de licenças de
software – ou royalties, o que normalmente promove uma grande economia
e faz a grande propaganda do Software Livre. Porém, não é essa economia
o único atrativo dos softwares livres. Ainda temos mais – muito mais –
pela frente.

This div height required for enabling the sticky sidebar